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Santiago do Cacém está demasiado longe da praia para os menus de polvo a 22 euros e demasiado perto do mar para viver só de porco preto. Eis onde a gente da terra almoça à terça-feira, o que pedir e como evitar as armadilhas das estradas.
Em Machico, os locais comem de costas para o mar e de frente para o prato. Um guia honesto sobre lapas, espetada de pau de loureiro, peixe-espada com banana e a poncha que se bebe devagar.
Em Sagres o café é combustível, não teatro de baristas. Da bica ao balcão antes do surf ao galão de brunch no Three Little Birds, aqui fica o guia honesto de onde beber e, sobretudo, do que pedir a cada hora do dia.
Barcelos não tem mar, e mesmo assim é onde se comem algumas das melhores sardinhas de agosto: nos arraiais das freguesias, em cima de uma fatia de broa que embebe a gordura, com vinho verde tinto fresco. Este guia explica como encontrar as festas, a que horas chegar ao grelhador e porque deve fugir dos restaurantes.
Em agosto, Amarante compra-se a peso: melões testados a bater com os nós dos dedos, figos colhidos direto do quintal, e uma rota entre a Confeitaria da Ponte, o Pobre Tolo e os bares junto ao Tâmega que vale mais do que qualquer postal.
Em Mogadouro não há menus degustação nem chefs com estrela, há um bar que serve de sala de estar comunitária e um café que não muda a decoração desde os anos oitenta. A verdadeira recomendação nunca está no Google, está na conversa ao balcão do Bacus Bar.
Em Odemira, o marisco não é espetáculo de aquário iluminado: é percebe apanhado à mão nas falésias da Azenha do Mar e ostra criada nas águas frias do estuário do Mira. Um guia para comer bem na vila e na costa, da Tasca O Bernardo à Praia da Zambujeira do Mar.
Em Sabrosa ninguém fala de comida, só de vinho, e é aí que está o erro. Entre uma posta à transmontana num bar sem pretensões e um copo de moscatel gelado em Favaios, esta é a Sabrosa que se come, não só a que se fotografa.
À quinta-feira, o Campo da República enche-se de bancas antes das sete e os cafés à volta servem galões a um ritmo que não se vê no resto da semana. Do balcão clássico ao brunch de sábado, este é o mapa do pequeno-almoço barcelense, com opiniões incluídas.
Em Março a sardinha está magra e não vale o dinheiro que lhe pedem. A boa aparece entre Junho e Setembro, e há regras claras: brasa aberta, sal grosso, pão por baixo, imperial ao lado. Um guia sobre onde comer sardinha em Lisboa e porque a noite de 12 de Junho é a pior de todas.
Toda a gente chega a Cascais à uma da tarde e vai embora antes do jantar. É um erro: a melhor hora da vila começa às seis, quando a luz baixa e os autocarros desaparecem. Um roteiro de vinho e petiscos que começa na Boca do Inferno e acaba com moscatel gelado.
Câmara de Lobos vive do peixe-espada e da poncha, mas entre junho e setembro a sardinha assada tem cá o seu lugar. Onde a encontrar fresca, como comê-la em condições e porque nunca deve conduzir depois da poncha.