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Em Amarante, a bôla de carne vale a viagem, os doces de São Gonçalo provocam conversas, e o vinho verde tinto é a surpresa que ninguém espera. Um guia prático para comer bem no vale do Tâmega.
Na Ribeira Brava, um almoço completo com espetada, milho frito e poncha custa menos de metade do que no Funchal. Este guia mostra os restaurantes onde os locais comem a sério, do mercado municipal à marginal.
Porto Moniz não tem um grande mercado, mas tem mel de cana escuro como petróleo, lapas a chiar em frigideiras de ferro, e poncha batida na hora. Eis o que comprar, o que provar, e o que deixar na prateleira.
O Queijo de Castelo Branco DOP, curado com cardo selvagem durante pelo menos 45 dias, e a tigelada cozida em caçoilos de barro são duas das melhores razões para comer na Beira Baixa. Numa cidade sem hype gastronómico, a honestidade é o tempero principal.
Torre de Moncorvo fica a 200 quilómetros do mar, mas a mesa transmontana não precisa de maresia. Alheiras artesanais, cabrito no forno a lenha e azeite novo com pão de centeio: o interior come melhor do que pensa.
Queijo de Azeitão que escorre para o prato, Moscatel com 20 anos nas caves da José Maria da Fonseca, e choco frito estaladiço numa tasca de Setúbal. Um roteiro ao entardecer para quem leva a comida a sério.
Entre o choco fresco do Mercado do Livramento e o Queijo de Azeitão que escorre na feira mensal, a região da Arrábida oferece um dos melhores dias gastronómicos perto de Lisboa. Um roteiro com opinião sobre o que vale a pena comprar, provar e deixar na banca.
Na Arrábida, o choco frito é religião, o Queijo de Azeitão come-se à colher e o Moscatel de Setúbal merece muito mais do que um copinho ao domingo. Um roteiro pelos pratos que definem a região, de Setúbal a Sesimbra.
Em Estremoz, o mármore está nos passeios e nos balcões dos cafés. Do Art Nouveau do Águias d'Ouro às queijadas de queijo de ovelha da Pastelaria Formosa, estes são os cafés que valem a paragem, e o que pedir em cada um.
Em Estremoz, a gadanha é o doce que define a cidade e a Pastelaria Formosa faz das melhores desde 1961. Um roteiro de cafés pelo Rossio Marquês de Pombal, com tudo o que vale a pena pedir ao balcão.
A empada de Arraiolos custa poucos euros e é das melhores coisas que vai comer no Alentejo. Mas entre tapetes a 250 euros o metro quadrado e pastéis de toucinho acabados de fazer, esta vila tem um percurso gastronómico e artesanal que merece mais do que uma paragem rápida.
Arraiolos não é só tapetes. Ao fim da tarde, a vila acorda para petiscos de cabeça de xara, vinhos da Herdade das Mouras e ensopado de borrego que justifica a viagem. Um roteiro para quem come a sério.