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Barcelos tem pelo menos três cafés que merecem mais do que uma paragem rápida. Do espresso tirado a sério no Historial Caffé ao café de filtro do Grava Bike Café, um guia com opinião sobre onde sentar e o que pedir.
O mercado municipal de Ribeira Grande não tem a escala de Ponta Delgada, mas tem queijo fresco feito nessa manhã e bolo lêvedo ainda morno. Um guia honesto sobre o que vale a pena comprar, provar no local, e o que podes ignorar sem remorsos.
Em Porto Covo, o peixe vai do barco ao prato em poucas horas. Sargos subestimados, polvo de inverno e caldeirada densa, guia de quem sabe o que pedir e quando chegar.
O Café Santa Cruz ocupa uma capela manuelina de 1923, a Briosa vende arrufadas desde 1955, e a Penta na Rua da Sofia alimenta meio departamento de Letras. Um guia aos cafés onde Coimbra realmente se senta, com o que pedir e quando ir.
Em Lanhelas, a poucos quilómetros de Caminha, a Fábrica de Doces Tradicionais abre os fornos às seis da manhã na semana da Páscoa. Rosquinhas, cavacas, papudos e pão de ló húmido, feitos à mão com receitas que passam de sogra para nora. Este é o guia para quem leva a doçaria pascal a sério.
No Gerês, o café chega em chávena grossa e serve de pretexto para ficar mais um bocado. Da Gelataria com lareira ao Lurdes Capela e ao bolo de discos com amêndoa e canela, eis o que pedir, e onde, nesta vila de montanha.
Em Tavira, o peixe chega de manhã ao mercado, a cataplana demora meia hora a fazer, e o melhor restaurante é aquele cheio de portugueses ao meio-dia. Um guia sem filtros sobre onde e como comem os locais no Algarve Oriental.
A Páscoa na Arrábida é uma questão de mesa: folar partido ao pequeno-almoço, tortas de Azeitão ao lanche, queijo de ovelha à colher e Moscatel a fechar. Um roteiro guloso entre a serra e o mar em abril.
Os Açores produzem quase um terço de todo o leite português, mas quase ninguém fala dos seus queijos artesanais. Em Vila do Porto, na ilha de Santa Maria, a escala é tão pequena que se pode conhecer o produtor, e às vezes até a vaca.
Na Horta, a noite começa com um gin no Peter Cafe Sport e termina com a silhueta do Pico ao fundo. Pelo meio, lapas grelhadas com manteiga de alho, queijo de São Jorge que morde de volta, e vinhos açorianos que o continente teima em ignorar.
Em Vinhais, o porco Bísaro engorda com castanhas nos soutos transmontanos e os enchidos fumam durante 40 dias sobre lenha de castanheiro. Uma rota gastronómica que começa no caldudo e termina com seis toneladas de salpicão na Feira do Fumeiro.
Na costa de Odemira, há apenas 80 percebeiros licenciados para apanhar o crustáceo mais caro de Portugal. Cozidos em água com sal e louro, os percebes da Costa Vicentina sabem a Atlântico puro, e há três restaurantes onde vale a pena pagar por eles.