Pastelaria Gardy
Comer

Pastelaria Gardy

Na movimentada Rua de Santo António, a Pastelaria Gardy mantém a tradição doceira algarvia com D. Rodrigos, folhados de Tavira e pastéis de nata feitos no dia. Preços de bairro, sem pretensões, exactamente o que uma pastelaria deve ser.

A Pastelaria Gardy e a Rua de Santo António

A Rua de Santo António é a artéria comercial mais movimentada de Faro, e provavelmente a mais honesta. Enquanto o resto do Algarve se rendeu aos menus plastificados com fotografias de sangria, esta rua pedonal no centro da cidade mantém um ritmo próprio, feito de lojas de bairro, cafés com esplanada e gente local que ainda faz as compras a pé. É aqui, no número 16, que encontra a Pastelaria Gardy.

Não espere decoração de revista. A Gardy é uma pastelaria de balcão, do tipo que funciona como extensão da sala de estar para quem vive e trabalha no centro de Faro. O movimento é constante, de manhã cedo com o pequeno-almoço apressado, a meio da manhã com o café dos reformados, à tarde com quem passa e não resiste à montra. E a montra, diga-se, é o argumento principal.

O que comer (e o que não deixar escapar)

A Gardy é conhecida por quatro coisas: pastéis de nata, D. Rodrigos, folhados de Tavira e merengues. Se tiver de escolher apenas um, vá direto ao D. Rodrigo, é um doce conventual algarvio feito com fios de ovos e amêndoa que resume séculos de tradição doceira regional. É difícil encontrá-lo bem feito fora do Algarve, e aqui está sempre fresco.

Os folhados de Tavira são outra especialidade que merece atenção. A massa folhada é trabalhada no dia, e nota-se. Quanto aos pastéis de nata, são sólidos, massa estaladiça, recheio cremoso, sem surpresas nem deceções. Os merengues são generosos e leves, bons para quem gosta de doce sem peso.

Se quiser explorar mais a fundo a tradição gastronómica da cidade, o nosso guia dos sabores tradicionais de Faro dá-lhe um mapa completo do que provar e onde.

O ritmo do dia

Vá de manhã. É quando a pastelaria está no seu melhor, tudo acabado de fazer, o café quente, o balcão cheio mas sem filas impossíveis. Ao fim da tarde, as escolhas já estão mais limitadas. Não há informação oficial de horário online, por isso confirme diretamente pelo telefone +351 289 824 062 ou pela página de Facebook antes de ir de propósito.

Os preços são de pastelaria de bairro, estamos a falar de euros, não de dezenas de euros. Um café e um pastel custam pouco mais do que uma moeda, o que faz da Gardy um sítio honesto para começar ou interromper o dia.

Como chegar e o que fazer por perto

A Rua de Santo António é totalmente pedonal e fica a menos de cinco minutos a pé da marina de Faro e do Jardim Manuel Bívar. Se vier de carro, estacione junto ao porto ou no parque coberto do Forum Algarve e caminhe, o centro histórico de Faro é compacto e faz-se bem a pé.

Depois do café, vale a pena subir até à cidade velha, dentro das muralhas, e perder-se pelas ruelas até à Sé. Se procura sugestões concretas do que visitar, espreite os tesouros escondidos de Faro, há cantos da cidade que a maioria dos visitantes não descobre sozinha.

A Gardy fica também numa zona privilegiada para quem quer conhecer a cultura local de Faro sem filtros turísticos. A Rua de Santo António é onde os farenses fazem a sua vida, e sentar-se numa esplanada aqui é assistir ao quotidiano real de uma capital de distrito algarvia.

Dicas práticas

  • Não precisa de reserva, é uma pastelaria de balcão com algumas mesas.
  • Leve dinheiro trocado. Pastelarias tradicionais em Portugal nem sempre aceitam cartão para valores pequenos.
  • Se estiver em Faro num fim de semana com eventos, como o FARTUNA – Festival de Tunas Académicas, a Gardy é uma paragem natural entre concertos.
  • Morada: Rua de Santo António 16, 8000-283 Faro.

A Pastelaria Gardy não tenta reinventar nada. Faz doces tradicionais, fá-los bem, e cobra preços justos numa rua que ainda pertence aos locais. Numa região onde o turismo inflacionou quase tudo, isso vale mais do que parece.