Tesouros Escondidos de Faro
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Ribeira Grande não é destino, é quartel-general. A meia hora de carro tens caldeiras a ferver, plantações de chá, areais negros e termas. E se tiveres um dia a mais, salta para a Horta antes do jantar.
A segunda cidade de São Miguel tem o melhor barroco dos Açores e quase nenhuma fila. Da Ponte dos Oito Arcos às águas quentes da Caldeira Velha e à areia negra de Santa Bárbara, eis o lado de Ribeira Grande que os autocarros turísticos ignoram.
As ondas gigantes são para o Instagram. Com crianças, a verdadeira Nazaré é o ascensor de 1889 que sobe a falésia, o peixe a secar nas redes e o gelado ao fim da tarde na Avenida. Um guia honesto, sem romantismos.
Esqueça as ondas gigantes: com crianças, Nazaré é o funicular vezes sem conta, o carapau a secar ao sol e o cartucho de nozes no miradouro. Um guia honesto sobre onde comer sem dramas, quando ir e o que fazer quando o vento estraga a praia.
Toda a gente vem a Nazaré olhar para as ondas gigantes. Mas há uma vila que se faz a pé, do Sítio à Pederneira, com três níveis de dificuldade e uma falésia que castiga quem esquece o corta-vento.
Viseu não tem comboio, e isso diz-te tudo: a Rota do Dão faz-se de carro e com calma. Um guia honesto para iniciantes, do Encruzado ao queijo da serra, com os melhores cafés e mesas da cidade pelo meio.
Mértola não tem praias no Algarve, e é exatamente por isso que devia ir lá em Julho. Água doce e morna na Mina de São Domingos, descidas de barco pelo Guadiana e jantares de tasca sem multidões: o antídoto perfeito para o litoral a rebentar pelas costuras.
Em julho, Milfontes transforma-se numa fila gigante. O truque não é conquistar a vila, é contorná-la: manhãs cedo na Praia da Franquia, almoços de peixe em Porto Covo e kayak ao pôr do sol enquanto os outros voltam para terra.
Toda a gente sobe à serra à procura de uma praia fluvial e da água gelada de um rio. Mas a quarenta minutos de Lisboa, Sesimbra tem enseadas de água turquesa, peixe acabado de pescar e mar que dá mesmo para nadar. Eis porque vale a pena o desvio.
Em Santiago do Cacém, o melhor museu não tem teto. Miróbriga ao pôr do sol vale a viagem; o resto é contexto. Saiba o que ver, o que saltar, e onde comer enquanto está cá.
Enquanto Lisboa assa a 38 graus, a costa de Torres Vedras vive numa nortada que raramente passa dos 26. Miradouros frescos, canoagem no Sizandro e peixe grelhado a quarenta minutos da capital: o plano perfeito para fugir ao calor de Julho.
Sem parque aquático e sem fast-food com escorrega: Machico não foi feita para crianças, e é por isso que resulta tão bem. Da areia importada de Marrocos ao bolo do caco que evita birras, o guia honesto para férias em família.