Tesouros Escondidos de Faro
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Há uma noite em Lisboa em que tudo cheira a manjerico e sardinha, e a cidade esquece-se de si mesma. Este é o guia honesto do Santo António: onde comer, em que bairro ficar, como sobreviver à manhã seguinte.
Linhares da Beira tem o castelo, tem o parapente, e tem granito limpo a pedir cordas. Um guia honesto sobre vias, federações, e porque é que dormir bem importa mais do que parece.
Em Caldas do Gerês, a água sai da serra a 47°C como saía no tempo dos romanos. Um guia honesto sobre o balneário, os verdadeiros vestígios da Via XVIII, e porque é que ir em outubro é melhor do que em agosto.
Na noite de 12 de junho, Lisboa larga o cosmopolitismo e vira aldeia. Guia honesto às Marchas Populares: onde ver, em que bairro ficar, o que comer por 2 euros e o que evitar pagar 18.
Três dias em Mogadouro entre o burro de Miranda, kayak nos Lagos do Sabor e uma posta mirandesa que justifica as cinco horas de carro. Vinhos honestos, casas de pedra com anfitriões a sério, e um planalto que ninguém viu nos folhetos.
Em janeiro, o erro é dormir na Covilhã e subir todos os dias. Em Manteigas, sais do alojamento de botas calçadas e em vinte minutos estás no Vale do Zêzere antes de chegarem os autocarros.
Os autocarros turísticos passam Ribeira Brava em cinco minutos. Quem fica para almoçar descobre uma igreja com elementos manuelinos genuínos, um mercado sem teatro para turistas, e a espetada em pau de louro como deve ser feita. Três horas, sem pressa.
A 13 de junho, Lisboa cheira a sardinha grelhada às nove da manhã e a Avenida da Liberdade fecha para as marchas dos bairros. Este guia diz-lhe onde comer a sardinha certa, qual o bairro a evitar, e como sobreviver à noite mais longa do ano sem pagar oito euros por uma cerveja morna.
Meio milhão de pessoas, sardinha a 2 euros, martelos de plástico e fogo de artifício à meia-noite sobre o Douro. O guia honesto da maior festa popular da Europa: onde comer em pé, porque deves evitar a Ribeira, e a única razão para ires ao Castelo do Queijo às seis da manhã.
Porque é que o melhor guia das praias do Algarve em Junho começa numa esplanada de Sesimbra? Porque a viagem começa antes da praia, e o sítio onde dorme a véspera define o dia seguinte. Aqui está o roteiro, com paragens reais, preços, e opiniões fortes.
Em Melgaço bebe-se a fonte em jejum, três copos por dia, com sabor a metal e disciplina de termalista antigo. Um guia honesto às águas bicarbonatadas, ao Alvarinho que justifica a viagem e ao museu de cinema que ninguém espera encontrar a 80 metros do rio Minho.
Quatro sábados de fogo de artifício sobre a baía, jardins em segunda explosão, atum na época e levadas no seu melhor mês. Um guia opinativo para fazer Junho em Funchal sem cair nas armadilhas dos terraços de hotel a 90 euros.