Tesouros Escondidos de Faro
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A chuva no Alentejo é rara mas, quando cai sobre Beja, transforma a cidade num sítio diferente, mais lento e mais verdadeiro. Da Pousada do Convento aos azulejos do Museu Rainha D. Leonor, da migas com entrecosto à luz cor de mel ao fim da tarde: o guia honesto para um dia que noventa por cento dos turistas perdem.
Cinco trilhos pelo Baixo Alentejo, ordenados por dificuldade real e por aquilo que entregam em paisagem. Do Pulo do Lobo às ribeiras com sombra a sul de Ferreira, um guia honesto sobre caminhar em Beja sem morrer torrado às duas da tarde.
Sete destinos a partir de Beja, da Mértola debruçada sobre o Guadiana à Zambujeira a hora e meia de carro. Com instruções concretas: que estrada, quanto tempo, o que pedir ao almoço.
Toda a gente passa por Ribeira Brava a caminho da Ponta do Sol e perde uma das vilas mais subestimadas da Madeira. A igreja do século XVI ninguém visita, os bananais sobem em socalcos quase verticais, e a poncha de pescador é uma decisão séria.
Em junho, o Atlântico ainda está a 17 graus, mas as piscinas naturais entre Porto Covo e a Ilha do Pessegueiro chegam aos 23. Um guia honesto sobre onde nadar, quando ir, e porque é que as poças dos Buizinhos batem qualquer hotel de cinco estrelas.
Uma rota a pé pela Coroada e pela Magistral, com paragens nos baluartes Vauban, na Rua Apolinário da Fonseca, no Largo de São Estêvão, e almoço marcado no Fatum. Duas a três horas, melhor antes das dez da manhã, antes de chegarem os autocarros galegos.
Chove em Valença e há sempre alguém a perguntar se vale a pena ficar. Vale, e este guia explica porquê: visita guiada às fortificações, almoço longo no Fatum, cafés sem pressa, e o intervalo de quinze minutos em que a fortaleza fica dourada.
Da volta de duas horas pela coroa da fortaleza ao trilho sério de 14 km até Vila Nova de Cerveira: seis caminhadas em Valença ranqueadas por dificuldade e por aquilo que vais ver. Com horários honestos, custos reais, e onde almoçar a sério no fim.
Aos 1000 metros de altitude e com 30 mil pessoas no castelo, a Sexta-Feira 13 em Montalegre é metade folclore documentado, metade marketing territorial inventado em 2002. Eis como distinguir o original da cópia, e por que é que a edição de inverno vale infinitamente mais do que a de verão.
A Covilhã foi durante um século a Manchester portuguesa, e isso significa edifícios enormes de pedra, museus de lanifícios e cafés de balcão à prova de água. Um dia de chuva aqui não é um plano B: é provavelmente o melhor dia para entender a cidade.
Cinco trilhos da Serra da Estrela, ordenados pela dificuldade real, com paragens estratégicas em cafés que servem o pequeno-almoço a sério e conselhos sobre quando absolutamente não vir (agosto, sempre).
A Covilhã não tem praia, está a 600 metros de altitude e isso é exatamente a razão para vir cá em agosto. Guia honesto às praias fluviais do Zêzere, aos cafés que abrem às sete e à arte de fugir das multidões da costa.