Tesouros Escondidos de Faro
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A maioria dos visitantes passa meia hora em Belmonte: castelo, placa de Cabral, café. Mas abaixo das muralhas esconde-se a última comunidade cripto-judaica da Europa, uma torre romana que ninguém consegue explicar, e cinco museus por oito euros que quase ninguém conhece.
Construída em menos de dois anos por ordem do Marquês de Pombal, Vila Real de Santo António é a única cidade do Algarve desenhada numa grelha ortogonal perfeita. A Praça Marquês de Pombal, com o seu obelisco de 1776 e calçada a preto e branco, é o ponto de partida para percorrer um plano urbanístico do Iluminismo que ainda se lê nas ruas.
Elvas tem as maiores muralhas abaluartadas do mundo, fado numa antiga escola e ameixas cristalizadas com DOP. Em Maio, com 24 graus e sem multidões, é o Alentejo no seu melhor.
A Costa da Caparica tem 15 quilómetros de beach breaks consistentes, escolas de surf para todos os níveis e uma cultura de praia que não precisa de se vender. De setembro a novembro, as primeiras ondulações atlânticas encontram praias mais vazias e água ainda tolerável.
Almada é a base perfeita para explorar meia dúzia de destinos a menos de hora e meia: de Sintra a Sesimbra, da Arrábida a Mafra. Ferry para Lisboa em dez minutos, praias da Caparica ao virar da esquina, e bares decentes para fechar a noite quando voltas.
De Almada, chega-se a Lisboa em dez minutos de ferry, a Sintra numa hora e meia, e à Arrábida em quarenta minutos de carro. Aqui está o guia prático para seis escapadelas de um dia, com transportes, custos e sugestões para cada destino.
Treze quilómetros de praia e metade de Lisboa a disputar os primeiros 500 metros. A Costa da Caparica tem muito mais para oferecer se souberem onde ir. Este guia diz-vos exactamente quando chegar, que praias escolher e o que fazer em Almada quando saem da areia.
Almada é mais do que o Cristo Rei e uma selfie. Dos bares de cocktails de Cacilhas à Costa da Caparica fora de época, um roteiro de fim de semana para quem quer comer, beber e andar sem tropeçar em turistas.
Sines é mais do que o festival de verão. O castelo onde nasceu Vasco da Gama, o porto de pesca artesanal com sardinha e polvo frescos, e a caldeirada comida numa tasca com toalhas de papel fazem desta cidade alentejana uma paragem que funciona o ano inteiro.
Em Maio, Monsaraz ainda funciona como aldeia, não como cenário turístico. Cruzes decoradas com flores silvestres, Maios à porta das casas, e noites na primeira Reserva Dark Sky da Europa: este é o Alentejo antes das multidões.
Monsaraz merece mais do que quinze minutos e uma foto na muralha. Um cromeleque com 7000 anos que quase ninguém visita, a primeira Reserva Dark Sky do mundo, e uma praia fluvial onde o Alentejo parece impossível.
Monsaraz não tem surf, mas tem o maior lago artificial da Europa Ocidental mesmo ali em baixo. Água quente, paddle no Alqueva, e o melhor céu nocturno do continente. É outro tipo de relação com a água.