Tesouros Escondidos de Faro
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Em Maio, Sintra tem palácios sem filas, jardins em flor e uma costa atlântica que se partilha com meia dúzia de surfistas. A janela perfeita para visitar dura quatro semanas. Aqui está o roteiro para a aproveitar.
Vila Real não está na moda, e é por isso que funciona tão bem para quem viaja com pouco. Um café e um Covilhete na Pastelaria Gomes custam 2 euros. O Parque Corgo é gratuito. E um dia inteiro na cidade cabe em menos de 27 euros.
As cristas de galo da Pastelaria Gomes, o salpicão fumado em lenha de carvalho, o mel de castanheiro: um roteiro de manhã pelos mercados de Vila Real, com opinião sobre o que vale a pena e o que pode ignorar.
A olaria negra de Bisalhães custa entre 10€ e 30€ e foi feita com técnicas da Idade do Ferro. O linho de Limões melhora com cada lavagem. O fumeiro transmontano sobrevive à viagem. Vila Real tem souvenirs a sério, se souber onde procurar.
Às sete da manhã, as peixeiras do Mercado de Loulé já arrumam sardinhas sobre gelo. O edifício de 1908, com cúpulas de inspiração mourisca, é o mais bonito do Algarve. Vá ao sábado, chegue cedo e traga dinheiro.
Na Rua da Costanilha, a rua mais antiga de Miranda do Douro, as casas do século XVI ainda guardam portais góticos e a sombra de Cervantes. Este é um guia a pé por uma cidade onde se ouve mirandês nos cafés, se come posta de vitela na brasa, e onde as muralhas medievais oferecem vistas para Espanha que os visitantes de um dia nunca descobrem.
Miranda do Douro tem meia dúzia de espaços culturais, mas só dois merecem realmente o seu tempo. O Museu da Terra de Miranda é uma viagem etnográfica surpreendente, e a Concatedral guarda o Menino Jesus da Cartolinha, que já vestiu farda militar e equipamento do Barcelona.
Miranda do Douro está no fim da estrada, suspensa sobre um canyon vertiginoso, com uma língua própria e a melhor carne de vaca do país. Este roteiro de 24 horas cobre a Sé da Cartolinha, os Pauliteiros, a posta mirandesa e o cruzeiro no Douro Internacional.
Toda a gente conhece Valença pelas toalhas e lençóis. Poucos sobem às muralhas ou cruzam a ponte para Tui. Este guia cobre as compras que valem a pena, os restaurantes fora do circuito turístico e o que fazer quando larga os sacos.
No mercado de Belmonte, o queijo ainda vem embrulhado em pano, a alheira carrega 500 anos de história judaica, e ninguém lhe tenta vender uma experiência. Um guia honesto sobre o que vale a pena comprar, provar e ignorar nesta vila da Serra da Estrela.
Durante cinco séculos, uma comunidade judaica sobreviveu em segredo em Belmonte, convencida de que era a última do mundo. A maioria dos visitantes passa pela vila em meia hora. Se ficar, encontra uma das histórias mais extraordinárias do interior de Portugal.
Belmonte não tem mar nem ondas, mas o Rio Zêzere compensa com água fria de montanha e margens sem multidões. Um guia honesto sobre o que a água da serra realmente oferece.