Museu Nacional de Arte Antiga
Lisboa
A 13 de junho, Lisboa cheira a sardinha grelhada às nove da manhã e a Avenida da Liberdade fecha para as marchas dos bairros. Este guia diz-lhe onde comer a sardinha certa, qual o bairro a evitar, e como sobreviver à noite mais longa do ano sem pagar oito euros por uma cerveja morna.
Na noite de 12 de junho, Lisboa larga o cosmopolitismo e vira aldeia. Guia honesto às Marchas Populares: onde ver, em que bairro ficar, o que comer por 2 euros e o que evitar pagar 18.
Há uma noite em Lisboa em que tudo cheira a manjerico e sardinha, e a cidade esquece-se de si mesma. Este é o guia honesto do Santo António: onde comer, em que bairro ficar, como sobreviver à manhã seguinte.
Em junho, Lisboa cheira a sardinha grelhada e manjerico, e há manteigas, marchas, fogueiras e fado de varanda. Um guia para sobreviver à noite de Santo António, comer bem por quinze euros e ainda chegar ao 13 com pernas para ver os museus.
Lisboa é uma cidade que se entende a andar. Não há atalhos, são sete colinas e nenhuma delas é opcional. O elétrico 28 está sempre cheio, mas a subida a pé pela Calçada do Combro até ao Bairro Alto recompensa com miradouros onde ninguém cobra entrada e onde o Tejo aparece sempre maior do que esperávamos.
Se tiver apenas dois dias, concentre-se entre a Baixa e Alfama. A Rua Augusta é inevitável, mas saia dela rapidamente, vire para a Rua dos Fanqueiros e suba em direção ao Castelo de São Jorge. Pelo caminho, pare num dos quiosques do Largo da Graça. O café é barato, a vista é gratuita, e não há fila.
Para comer, esqueça as tascas com menus plastificados junto à Sé. A zona do Cais do Sodré transformou-se nos últimos anos: o Mercado da Ribeira (Time Out Market) é o ponto óbvio, mas a Rua das Flores e as travessas em redor têm restaurantes onde ainda se come bacalhau à Brás feito com convicção. No bairro da Mouraria, a diversidade da oferta, das tascas tradicionais à comida moçambicana, conta a história real da cidade melhor do que qualquer museu.
O fado é incontornável, e casas como O Faia na Rua da Barroca fazem-no com seriedade. Mas Lisboa depois das 22h tem muito mais: a Pensão Amor no Cais do Sodré, os bares da Rua Nova do Carvalho (a famosa Rua Cor-de-Rosa), e no verão os terraços que abrem por toda a cidade. A noite lisboeta começa tarde e acaba ainda mais tarde.
Evite julho e agosto se puder, o calor passa dos 35°C e os preços sobem em proporção. Março a maio e setembro a outubro são os meses ideais: luz bonita, temperaturas entre 18 e 25 graus, e menos multidões nos museus. O Museu Nacional de Arte Antiga, em Santos, e a Fundação Calouste Gulbenkian, no Parque Eduardo VII, justificam uma manhã inteira cada um.
Três dias é o mínimo para não correr. Quatro ou cinco permitem incluir Belém com calma, a Torre, o Mosteiro dos Jerónimos e, sim, os pastéis de Belém na fábrica original da Rua de Belém. A fila anda depressa. Vale a pena.