Snack Bar Retiro da Bola
Monchique
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Uma cidade, um sabor, um lugar novo. Portugal começa na sua curiosidade.
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Évora fica a noventa minutos do mar e não é terra de sardinhas. Mas em junho, com os Santos Populares, a regra quebra-se: o fumo das grelhas invade os bairros fora das muralhas. Eis quando vir, onde comer e porque deves fugir do menu turístico da praça.
Esqueça o jantar formal das oito às dez. Em Lagos, comer bem é uma questão de ritmo: petiscar devagar, beber Negra Mole local e mudar de sítio quando o copo acaba. Um itinerário a pé, da tarde à noite, com paragens reais e copos a sério.
Há uma hora certa para começar a beber em Lagos, e não é ao jantar. Um roteiro de vinho e petiscos pelas ruas de cima da cidade velha, do rooftop do Luca's ao terraço do Mar d'Estórias, com paragens, preços e opiniões pelo caminho.
Em Braga, a bica de cinquenta cêntimos transforma-se numa hora de conversa. Da Arcada às frigideiras do Cantinho, eis o que pedir em cada café, e por que motivo nunca se chega a comer só uma.
Seia fica a duas horas do mar, mas em Julho a brasa também se acende na Serra. Onde encontrar a melhor sardinha das festas, porque a broa de centeio faz toda a diferença, e como montar o dia perfeito de Verão na Estrela.
Esqueça os restaurantes para turistas. O verdadeiro guia gastronómico de Estremoz começa no mercado de sábado, passa pelas migas e pelo porco preto, e termina sempre com uma sericaia que treme à colher.
Em Penafiel não se bebe café a passear: bebe-se ao balcão, em poucos minutos, com torrada alta e manteiga a escorrer. Um guia honesto sobre o que pedir, a que horas, e como encaixar tudo entre vinhas e jardins.
Na Ribeira Grande, o café é um pretexto para abrandar. Um guia honesto sobre o que pedir ao balcão: bolo lêvedo na chapa, confeitos de funcho, chá da Gorreana e o galão que sabe melhor depois do surf.
Em Ribeira Grande come-se como há trinta anos: queijadas da Vila ao pequeno-almoço, alcatra e lapas ao almoço, chá da única plantação da Europa à tarde. Um roteiro sem menus turísticos, com o que pedir e o que ignorar.
A alheira não é um petisco qualquer: é um disfarce sefardita que se tornou património com selo IGP. Onde comê-la, quando ir, e porque é que Mirandela ganhou o título de capital do enchido fumado.
A maior parte do café na primeira linha da praia é mau, morno e caro. Saiba o que pedir (bica, meia de leite ou galão), onde fugir da multidão e porque o melhor café de Nazaré se bebe lá em cima, no Sítio, com vista para o farol.
Um mercado em Santiago do Cacém não é coleccionar produtos: é perceber o Alentejo pela barriga. O que comprar, o que provar de pé e o que saltar sem remorsos, mais o castelo, Miróbriga ao pôr do sol e a Feira do Monte.