Tesouros Escondidos de Faro
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Seis miradouros, seis perspetivas diferentes sobre Lisboa, desde a Senhora do Monte às 7h da manhã, sem um turista à vista, até ao Adamastor ao pôr do sol com uma cerveja na mão. Na primavera, a luz dourada e as buganvílias em flor transformam estes pontos altos no melhor programa da cidade.
Vila Viçosa e Borba formam uma das rotas de vinho mais acessíveis e menos exploradas do Alentejo. Tintos encorpados, vinhos de talha em ânforas de barro, e garrafas de reserva a três euros, tudo sem a máquina turística do Douro.
A maioria dos visitantes de São Miguel passa por Ribeira Grande a caminho de outro destino. É um erro. Entre as únicas plantações de chá da Europa, o areal negro de Santa Bárbara e uma mesa sem filtros, a costa norte guarda o lado mais honesto dos Açores.
Espírito Santo, São Pedro, surf em Santa Bárbara e as plantações de chá da Gorreana, Ribeira Grande tem um calendário festivo que não para. Guia prático para saber quando aparecer e o que esperar.
Na costa norte de São Miguel, Ribeira Grande esconde as melhores ondas dos Açores em praias de areia negra vulcânica. De Santa Bárbara ao Monte Verde, o surf aqui ainda é uma experiência sem multidões, mas o segredo está a espalhar-se.
Entre os séculos XVII e XVIII, poços de pedra na Serra da Estrela armazenavam neve para abastecer Lisboa de gelo. O trilho que parte de Manteigas leva-nos até estas ruínas esquecidas, com 800 metros de desnível e vistas que compensam cada passo.
Em Abril, as praias entre Cacela Velha e a foz do Guadiana estão praticamente vazias, quilómetros de areia branca sem espreguiçadeiras, sem música, sem multidões. Vila Real de Santo António é a base perfeita para explorar o Algarve oriental antes de toda a gente.
Silves é onde o Algarve da serra encontra o da costa, e os seus mercados de primavera são a melhor prova disso. Das laranjas com folha ao medronho artesanal, um guia para quem quer comer e comprar como um local.
Seia tem museus a mais para o seu tamanho, e nem todos merecem o seu tempo. Do Museu do Pão (que vale cada minuto) ao Museu do Automóvel (que pode saltar), um guia honesto para não perder uma manhã no sítio errado.
A maioria dos visitantes usa Seia como pitstop antes de subir à Torre. É um erro. Entre o Museu do Pão, a Confeitaria Mimosa e as ruas que não estão em nenhum guia, há uma cidade inteira à espera de quem lhe dê mais do que três horas.
Seia não é só a rampa de lançamento para a Torre. Em menos de uma hora de carro, tens aldeias de xisto, vales glaciares e cerejais em flor, se souberes quando ir. Aqui está o roteiro que faltava para usar Seia como base de operações na Serra da Estrela.
Seia não é o destino mais fotogénico de Portugal, mas é dos mais honestos para quem viaja com pouco dinheiro. Um queijo Serra da Estrela inteiro, dois dias de montanha gratuita, e um café a menos de um euro, o roteiro completo para gastar menos de 50 euros num fim-de-semana.