Tesouros Escondidos de Faro
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Em abril, os campos do Alentejo transformam-se num dos espectáculos botânicos mais subestimados da Europa, de orquídeas selvagens nas bermas da N370 a planícies inteiras cobertas de papoilas junto ao Alqueva. Santarém é o ponto de partida ideal para explorar tudo isto.
A Semana Santa de Braga é a maior celebração religiosa de Portugal, procissões com farricocos encapuzados e descalços percorrem as ruas de noite, à luz de tochas. Guia prático com datas de 2026, onde ver as procissões, o que comer e como chegar.
Caldas da Rainha não aparece nas listas habituais de trilhos em Portugal. Em Abril, com falésias desertas, a Lagoa de Óbidos cheia e temperaturas perfeitas para caminhar, talvez seja melhor assim, mais para quem souber procurar.
Portalegre tem o melhor museu que ninguém visita, uma serra com linces ibéricos e jantares a 15 euros com vinho. O Alentejo que os alentejanos conhecem mas nunca recomendam, porque ninguém pergunta.
Portalegre não tem praia, não tem aeroporto, e o comboio mais próximo pára em Elvas. Mas tem bairros medievais com marcas da antiga judiaria, um museu de tapeçarias que rivaliza com qualquer galeria de Lisboa, e tascas onde o almoço com vinho fica abaixo dos 15 euros.
Portalegre não aparece nos tops de ninguém, e é por isso que vale a pena. A capital do Alto Alentejo tem um museu de tapeçarias único no mundo, cozinha alentejana sem filtros, e a Serra de São Mamede mesmo ao lado. Um fim de semana a menos de 250€ para dois.
O Museu da Tapeçaria Guy Fino é razão suficiente para ir a Portalegre, mas a cidade tem mais para oferecer, e um museu que pode dispensar sem remorsos. Guia honesto aos museus que valem o seu tempo no Alto Alentejo.
Enquanto meio mundo planeia a descida ao Algarve, Almada tem quilómetros de costa praticamente deserta entre Março e Junho. Da Costa da Caparica às enseadas da Arrábida, este é o guia para quem quer praia sem multidões, e bons bares ao fim da tarde.
A quinze minutos de Mértola, uma mina abandonada parece outro planeta. A quarenta, Serpa guarda o melhor queijo do Alentejo. A uma hora, podes fazer um zipline de Portugal para Espanha. Mértola é mais do que uma vila, é uma base para dias inteiros de descobertas.
Em Mértola, as mantas tecidas à mão custam entre 80 e 200 euros, e valem cada cêntimo. Num Alentejo cheio de souvenirs genéricos, esta vila-museu sobre o Guadiana ainda produz artesanato com mil anos de influência islâmica. Eis o que vale a pena trazer para casa.
Mértola tem praias fluviais no Guadiana que quase ninguém conhece, mesmo em Agosto. O truque é chegar antes das dez da manhã, quando o rio é só seu, com vista para o castelo e sem uma toalha a disputar espaço.
Mértola comprime séculos de história islâmica, romana e medieval numa vila que se percorre a pé em menos de um dia, mas que merece dois. Das ruelas íngremes junto ao castelo à margem do Guadiana, um guia para explorar a Vila-Museu do Alentejo ao ritmo certo.