Casa de São Luís - Turismo Rural
Torre de Moncorvo
Capital da amêndoa no norte de Portugal, Torre de Moncorvo ganha vida entre fevereiro e março com a floração das amendoeiras nos vales da Vilariça e do Sabor. Fora da época, é uma base tranquila para explorar o Douro Superior, com gastronomia de borrego Terrincho, migas e as célebres Amêndoas Cobertas.
Escolha entre Penascosa, Canada do Inferno e Ribeira de Piscos, peça a reserva e confirme o ponto de encontro antes de sair de Torre de Moncorvo.
No auge do Verão, Torre de Moncorvo passa os 40 graus com uma facilidade insultuosa. O segredo não é combater o calor, é viver pelo relógio dos locais: madrugar nas igrejas frescas, refugiar-se no museu ao meio-dia e voltar à rua só quando o sol perde a raiva.
Procurou as 15 melhores praias do Algarve para Julho e o algoritmo trouxe-o a Torre de Moncorvo, a 600 quilómetros do mar. Não foi engano: aqui há rios para nadar, branco fresco do Douro Superior e ruas medievais sem grupos de tuk-tuk.
Procurou praias do Algarve em Junho e aterrou em Torre de Moncorvo, no Douro Superior. Não foi engano: a 25 minutos da vila há praias fluviais quase vazias, vinho a cinco euros e a maior igreja matriz construída em Portugal entre os séculos XVI e XVII. Esqueça Albufeira por três dias.
Torre de Moncorvo é o maior concelho do Douro Superior e, durante quase todo o ano, uma terra sossegada onde os dias correm ao ritmo das estações. Mas entre fevereiro e março, quando as amendoeiras florescem em massa nos vales da Vilariça e do Sabor, a paisagem transforma-se num manto branco e rosado que justifica, por si só, a viagem. Moncorvo é o maior produtor de amêndoa do norte de Portugal, e a floração não é um evento de nicho: é o acontecimento do ano, com feira, mercado e animação cultural nas ruas da vila.
A Igreja Matriz, ou Basílica Menor de Nossa Senhora da Assunção, título concedido pelo Papa Francisco em 2022, domina o centro histórico. É o maior templo religioso de Trás-os-Montes, construído entre 1544 e meados do século XVII, com uma torre sineira de 30 metros em granito. Lá dentro, o Tríptico da Vida de Santa Ana, um retábulo maneirista do século XVI vindo de uma oficina de Antuérpia, é uma das peças de arte sacra mais valiosas de toda a região. Vale a pena pedir para ver o museu de arte sacra no interior.
A poucos minutos a pé, o Museu do Ferro e da Região de Moncorvo conta a história das minas de ferro que marcaram o concelho, Moncorvo tem um dos maiores depósitos nacionais, explorado sobretudo no século XIX. É um museu pequeno, mas bem montado, que dá contexto ao território.
A gastronomia de Moncorvo assenta em produtos com denominação de origem: o Borrego Terrincho (raça churra da Terra Quente) aparece em caldeiradas, assados e ensopados em praticamente todos os restaurantes da vila. As migas, de peixe do rio, de tomate com bacalhau frito, ou de espargos, são prato obrigatório. Na Taberna do Carró encontra casulas com butelo e posta à mirandesa; no O Lagar, o cabrito e o bacalhau são referências seguras.
Para sobremesa, as Amêndoas Cobertas de Moncorvo são uma instituição: feitas à mão durante oito dias seguidos, com açúcar trabalhado num ponto especial sobre amêndoas torradas em bacia de cobre. São consideradas uma das 7 Maravilhas da Doçaria Portuguesa.
Para as amendoeiras em flor, venha entre a última semana de fevereiro e meados de março, as datas variam com o clima. Fora dessa janela, Moncorvo funciona bem como base para explorar o Douro Superior: a Ecopista do Sabor, com 34 km entre Pocinho e Carviçais, é excelente para caminhadas ou bicicleta. A Foz do Sabor, onde o rio encontra o Douro, tem zona de recreio, café e acesso ao rio para banhos no verão. Um dia inteiro chega para a vila; dois dias permitem explorar os miradouros da via panorâmica e o vale da Vilariça com calma.