Vila Real

Capital de Trás-os-Montes com o Palácio de Mateus à porta e gastronomia de fumeiro e cabrito que não engana. Passe pela Pastelaria Gomes para os covilhetes e reserve um dia extra para as cascatas do Alvão.

Vila Real é uma cidade universitária suspensa sobre o vale do Rio Corgo, no ponto onde este se junta ao Cabril antes de descer até ao Douro. Não é um destino óbvio, a maioria dos visitantes passa ao lado a caminho do Douro vinhateiro, mas é exactamente por isso que vale a pena parar. A cidade tem uma escala humana, preços honestos e uma gastronomia transmontana que não faz concessões ao turismo.

O que define Vila Real

A poucos quilómetros do centro, o Palácio de Mateus dispensa apresentações, a fachada barroca desenhada por Nicolau Nasoni aparece no rótulo do Mateus Rosé há décadas. Mas o interior e os jardins, com o famoso túnel de cedros de 35 metros, justificam a visita por si só. Dentro da cidade, a Sé Catedral gótica e a Igreja de São Pedro, com os seus painéis de azulejos, dão contexto histórico sem exigir roteiro.

O Parque do Corgo, com os seus passadiços de madeira ao longo do rio, é onde os vila-realenses fazem a vida, corrida matinal, passeio ao fim da tarde, café ao domingo. Se tiver um dia extra, o Parque Natural do Alvão fica a 20 minutos e as Cascatas de Fisgas do Ermelo são das mais impressionantes do país.

Comer como transmontano

A cozinha aqui gira em torno do porco, do cabrito e do azeite. Espere encontrar alheiras, salpicão, posta à barrosã e feijoada transmontana nos restaurantes do centro. A Pastelaria Gomes, aberta desde 1925 no Largo do Pelourinho, é paragem obrigatória: os covilhetes (empadas de carne típicas de Vila Real) e os pastéis de toucinho do céu são feitos à mão todos os dias, com receitas de quase cem anos. Ao domingo de manhã, prepare-se para fila.

Quando ir e quanto tempo ficar

Maio e Outubro são os meses ideais, temperaturas agradáveis e cidade tranquila. No Inverno faz frio a sério (estamos em Trás-os-Montes), e no Verão os dias quentes pedem manhãs cedo e tardes ao rio. Um dia inteiro chega para o essencial, mas dois dias permitem combinar com o Alvão ou uma descida ao Douro pela N2. De carro, Porto fica a uma hora pela autoestrada.