Tomar

Tomar é a cidade dos Templários e do Convento de Cristo, mas o centro histórico junto ao Rio Nabão e a Festa dos Tabuleiros (de quatro em quatro anos) dão-lhe uma identidade própria. Um dia chega para o essencial; dois permitem descobrir a Albufeira de Castelo de Bode nos arredores.

Tomar existe por causa dos Templários, e não faz sentido fingir o contrário. O Convento de Cristo domina a cidade desde o alto da colina, e é provavelmente o monumento mais impressionante do centro de Portugal, a Janela do Capítulo, sozinha, justifica a viagem. Mas reduzir Tomar ao convento é perder metade da história.

Uma cidade feita para andar a pé

O centro histórico organiza-se ao longo do Rio Nabão, com a Praça da República como ponto de partida natural. A Igreja de São João Baptista, ali mesmo na praça, tem um portal manuelino que muita gente passa a correr, demasiado focada em subir ao convento. A Rua Serpa Pinto, a artéria comercial principal, mantém um ritmo que já não se encontra em cidades maiores, lojas de bairro, cafés sem pretensões, gente que ainda se cumprimenta.

Do outro lado do rio, a Mata Nacional dos Sete Montes oferece sombra e silêncio, e funciona como o jardim da cidade. É o sítio certo para uma pausa a meio do dia, especialmente no verão, quando Tomar aquece a sério.

A Festa dos Tabuleiros

Se há uma razão para planear a visita com antecedência, é a Festa dos Tabuleiros, acontece apenas de quatro em quatro anos, e durante uma semana inteira a cidade transforma-se. As raparigas desfilam com tabuleiros de pão e flores na cabeça, numa tradição que remonta a séculos. Nos anos sem festa, Tomar é consideravelmente mais tranquila, o que não é necessariamente mau.

O que comer e quanto tempo ficar

A fatia de Tomar, uma fatia de massa frita coberta com calda, é o doce local, e encontra-se em praticamente todas as pastelarias do centro. Para uma refeição, a cozinha da região apoia-se no cabrito, na sopa de pedra (mais associada a Almeirim, mas presente nos menus) e nos queijos do Rabaçal, produzidos não muito longe daqui.

Um dia inteiro chega para ver o convento com calma e percorrer o centro. Dois dias permitem explorar os arredores, a Albufeira de Castelo de Bode fica a poucos quilómetros e é um dos maiores reservatórios do país. Tomar funciona bem como base para o Médio Tejo, mas também como paragem de meio-dia entre Lisboa e Coimbra.