Meliá Castelo Branco
Castelo Branco
Quatro estrelas com 64 quartos na Rua de Santiago, a subir para o castelo. É o sítio certo para quem quer Castelo Branco a pé, com queijo da Beira Baixa ao pequeno almoço e arte a sério nas paredes.
O Hotel Rainha D. Amélia, Arts & Leisure, fica na Rua de Santiago, 15, a dois passos da Sé Catedral e do Largo Dr. Pedro Álvares Cabral. Tem 64 quartos distribuídos por quatro estrelas e um conceito que junta arte e lazer, o que na prática significa que vai encontrar peças de artistas locais nos corredores e uma área de wellness para descomprimir depois de um dia a percorrer ladeiras. É o tipo de hotel a escolher quando se quer estar a pé no centro, sem depender de carro ou táxi para jantar.
A Rua de Santiago está no coração da cidade antiga, a subir para o castelo. Quem chega de comboio à estação de Castelo Branco tem cerca de dez minutos a pé até ao hotel, mais coisa menos coisa, dependendo do peso da mala e da disposição para enfrentar o desnível final. De carro, a A23 deixa-o à porta da cidade em poucos minutos, mas atenção: estacionar no centro histórico é desporto de alto risco e o hotel tem garagem própria, paga, que aconselho a reservar logo na altura da marcação. Se vier de Lisboa, conte com cerca de duas horas e meia de carro ou autocarro Rede Expressos. De Espanha, é o ponto de paragem natural entre Cáceres e Coimbra.
O hotel ocupa um edifício remodelado em pleno centro, com fachada urbana discreta e um interior contemporâneo. Os 64 quartos são confortáveis, bem insonorizados, com casa de banho moderna e o tipo de iluminação que funciona para trabalhar e para descansar, o que nem sempre se consegue. A categoria de quartos varia: se pode escolher, peça um voltado para o lado da Rua de Santiago em piso alto. A vista sobre os telhados da cidade vale a diferença e em Maio apanha o sol da tarde a bater no granito da Sé. Os quartos do rés do chão são funcionais, mas mais escuros. As camas são confortáveis e o pequeno almoço, servido em buffet, tem produtos regionais que fazem jus à zona: queijo da Beira Baixa, enchidos, doçaria conventual.
O nome do hotel não é fachada de marketing oca: há mesmo curadoria artística, com exposições temporárias e obras integradas no espaço. A componente de leisure inclui ginásio, sauna e zona de banhos, que funciona como antídoto ideal depois de uma manhã pelo Jardim do Paço Episcopal e o circuito dos bordados. Confirme diretamente os horários do spa quando reservar, porque variam consoante a ocupação e a época. O bar do hotel é tranquilo, ideal para um copo antes de jantar, e os funcionários de receção sabem indicar restaurantes a sério, não apenas os patrocinados.
É um quatro estrelas com tarifa €€€, ou seja, está acima da média de Castelo Branco mas abaixo dos preços de Lisboa ou Porto. Em fim de semana de Primavera ou em festivais como o Festival Sabores de Perdição 2026 ou o Festival Raiz d'Aldeia 2026, as tarifas sobem e os quartos esgotam. Reservar com duas a três semanas de antecedência é prudente. Em meio da semana, fora de feriado, há frequentemente tarifas mais simpáticas e o hotel fica mais sossegado.
A grande vantagem deste hotel é a localização. Sai pela porta e tem o centro histórico aos pés. Suba até ao Miradouro de São Gens ao final da tarde, é dos pontos mais bonitos da cidade e raramente está cheio. À noite, a poucos minutos a pé, encontra o Repvblica, uma boa opção para um copo num ambiente jovem e descontraído. Para jantar, peça sugestões na receção e tente provar os pratos regionais: cabrito, ensopado, queijo da Beira Baixa e, na sobremesa, as tigeladas e doces conventuais que são uma marca da cidade.
Recomendo o Rainha D. Amélia a quem quer estar no centro, viaja a dois ou em trabalho, e valoriza serviço discreto e quartos bem mantidos. Famílias com crianças pequenas podem preferir o Meliá Castelo Branco, mais funcional e com piscina exterior em época. Quem procura um hotel de campo ou turismo rural deve olhar para fora da cidade. Se a sua ideia de férias é caminhar entre tradições e paisagem, este é o ponto de apoio certo para combinar com um guia de Primavera pela Beira Baixa.
É, no fim de contas, o hotel a escolher quando se quer Castelo Branco bem feito: confortável, central, sem espalhafato, com a quantidade certa de arte na parede para parecer pensado e não decorado a peso.