Praia da Zambujeira do Mar
Odemira
Odemira é o maior município de Portugal e a porta de entrada para 55 km de costa selvagem no Parque Natural do Sudoeste Alentejano. Entre a vila sossegada à beira do rio Mira e as falésias de Zambujeira do Mar, há praias, trilhos da Rota Vicentina e peixe grelhado que justificam dois a três dias.
Em Odemira, o marisco não é espetáculo de aquário iluminado: é percebe apanhado à mão nas falésias da Azenha do Mar e ostra criada nas águas frias do estuário do Mira. Um guia para comer bem na vila e na costa, da Tasca O Bernardo à Praia da Zambujeira do Mar.
Na costa de Odemira, há apenas 80 percebeiros licenciados para apanhar o crustáceo mais caro de Portugal. Cozidos em água com sal e louro, os percebes da Costa Vicentina sabem a Atlântico puro, e há três restaurantes onde vale a pena pagar por eles.
Descubra a alma sonora de Odemira, onde a viola campaniça e o Canto Alentejano encontram o ritmo sereno do Rio Mira. Um mergulho profundo na cultura e nas paisagens do Baixo Alentejo litoral.
Descubra a escala épica de Odemira, onde o Rio Mira dita o ritmo dos dias. Um guia editorial sobre a arquitetura do xisto, a luz do estuário e a vida autêntica na costa alentejana.
Odemira é o maior município de Portugal, mais de 1.700 km² que vão das planícies do interior até aos 55 quilómetros de costa atlântica. É uma escala que se sente: entre a sede do concelho, pacata à beira do rio Mira, e as falésias de Zambujeira do Mar, há paisagem suficiente para uma semana inteira sem repetir cenários.
A vila de Odemira em si não é destino de multidões, e é precisamente por isso que funciona. As ruas brancas do bairro do castelo sobem até ao miradouro onde se vê o Mira a serpentear em direção ao mar. O jardim da Fonte Férrea, junto ao centro, é o tipo de sítio onde os locais se sentam ao fim da tarde sem pressa nenhuma. As igrejas do Salvador e de Santa Maria merecem uma visita rápida, não pela grandiosidade, mas pela simplicidade alentejana que representam.
Para comer na vila, o peixe grelhado e o arroz de polvo dominam as ementas, como seria de esperar numa terra onde o rio e o mar estão sempre perto. A cataplana de amêijoas é outro clássico que aparece em praticamente todos os restaurantes da zona.
A grande razão para usar Odemira como base é o acesso ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Zambujeira do Mar, a cerca de 20 minutos de carro, tem falésias dramáticas e uma praia encaixada que em agosto recebe o festival MEO Sudoeste, se o objetivo é sossego, evite essa semana. A Praia das Furnas, onde o Mira encontra o mar, foi eleita melhor praia fluvial nas 7 Maravilhas, Praias de Portugal e combina água doce e salgada no mesmo mergulho. Almograve, mais a norte, é menos conhecida e recompensa quem não se importa de caminhar uns minutos até à areia.
A Rota Vicentina atravessa todo o concelho, tanto pelo Trilho dos Pescadores junto às falésias como pelo Caminho Histórico pelo interior. São percursos de vários dias, mas há etapas que funcionam bem como caminhadas de uma manhã. A barragem de Santa Clara, no interior do município, é outra paragem útil, água calma, margens acessíveis e pouca gente fora de julho e agosto.
Odemira pede pelo menos dois a três dias: um para a vila e o rio, outro para a costa, outro para os trilhos. A melhor altura é maio-junho ou setembro, calor suficiente para praia, mas sem a lotação do pico de verão.