Pastelaria L'atelier Gourmet
Loulé
Em setembro, o Algarve troca a multidão pela luz dourada da tarde. Em Loulé, o mar ainda está a 21°C, as mesas dos restaurantes já não têm fila de duas horas e o castelo pode ser visitado sem esbarrar em ninguém.
Loulé não tem mar, mas é a melhor base para o encontrar: castelo, mercado mourisco e uma pastelaria francesa na vila, cataplana e arroz de marisco a 15 minutos, em Quarteira e Vilamoura. Setembro, com o mar a 23°C e sem filas, é o mês certo para fazer as duas coisas.
Em Julho, qualquer praia com bom estacionamento está cheia às 11h. Do Garrão selvagem à marina de Vilamoura, o guia honesto das praias de Loulé: a que horas chegar, onde comer barato e onde fugir quando o sol aperta.
Quatro noites de junho em que o centro histórico de Loulé fecha aos carros e abre os palcos a mais de cem concertos do Mediterrâneo, África e mundo árabe. Onde dormir, onde comer arroz de polvo antes do primeiro concerto, e porque é que os palcos pequenos são sempre os melhores.
Loulé é a cidade do Algarve que os turistas de praia raramente visitam, e isso é parte do que a torna tão boa. A menos de 20 minutos de Faro e de Vilamoura, funciona como a capital interior da região, com uma vida própria que não depende do verão nem dos resorts.
O Mercado Municipal de Loulé, com a sua fachada neo-árabe, é onde se começa. Aos sábados de manhã, o mercado transborda para as ruas à volta com bancas de frutas, queijos, mel e ervas. Dentro do edifício, há peixe fresco, enchidos do interior algarvio e flores. Não é um mercado montado para turistas, é onde os louletanos fazem compras. Chegue antes das 10h se quiser ver o melhor da oferta.
O Castelo de Loulé não é uma ruína decorativa. As muralhas e torres foram restauradas e albergam o Museu Municipal, que documenta a presença islâmica na região com peças arqueológicas encontradas ali mesmo. A partir das muralhas, as ruas estreitas do centro histórico descem em direcções inesperadas. A Rua da Barbacã e a zona à volta da Igreja de São Clemente mantêm casas baixas e calçada antiga que dão uma noção clara de como era o Algarve antes do betão costeiro.
Se estiver em Portugal em fevereiro, o Carnaval de Loulé vale a viagem. É o corso carnavalesco mais antigo do país, com desfiles de carros alegóricos pela Avenida José da Costa Mealha. É ruidoso, popular e completamente diferente da imagem de Algarve-sol-e-praia que domina os guias.
A gastronomia aqui puxa para o interior. Experimente a cataplana, não a versão de marisco que aparece nos restaurantes de praia, mas versões com carne de porco e amêijoas. Os restaurantes à volta do mercado servem almoços honestos e baratos. A amêndoa e a alfarroba aparecem nos doces regionais: os morgados e os Dom Rodrigos são especialidades locais que vale a pena provar.
Meio dia é suficiente se só quiser o mercado e o castelo. Mas Loulé funciona bem como base para explorar o interior do Algarve, a Fonte Benémola, a Rocha da Pena e a serra do Caldeirão estão todas a curta distância. Uma ou duas noites permitem um ritmo diferente do que se vive na costa.