Évora é uma cidade que se lê a pé, devagar, de preferência com calor. O centro histórico, protegido pela UNESCO desde 1986, cabe numa caminhada de quarenta minutos de ponta a ponta, mas não é para ser despachado assim. As ruas estreitas entre a Praça do Giraldo e a Sé Catedral pedem paragens, e o granito e a cal branca das fachadas mudam de tom consoante a hora do dia.
O que define Évora
O Templo Romano domina a paisagem do largo onde se encontra, mas o que realmente marca Évora é a sobreposição de épocas num espaço concentrado. A poucos metros do templo, a Igreja de São João Evangelista guarda azulejos do século XVIII que quase ninguém visita. A Capela dos Ossos, dentro da Igreja de São Francisco, é o ponto mais turístico da cidade, e vale a visita, apesar das filas no verão. O Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo, já presente no nosso guia, é uma das melhores surpresas culturais do Alentejo, com colecções que vão da arqueologia romana à pintura flamenga.
Comer em Évora
O Alentejo come-se bem, e Évora é o sítio certo para começar. As migas com carne de porco, o ensopado de borrego e o queijo de Serpa com pão alentejano são obrigatórios. A açorda alentejana, sopa espessa de pão, coentros, alho e ovo escalfado, aparece em quase todos os menus, mas varia muito de sítio para sítio. Na zona da Praça do Giraldo e arredores da Rua 5 de Outubro encontram-se várias tascas e restaurantes com cozinha regional a preços razoáveis. Os vinhos do Alentejo, naturalmente, acompanham tudo.
Quando ir e quanto tempo ficar
Dois dias chegam para conhecer o centro histórico com calma e comer bem. Évora no verão é quente a sério, facilmente passa dos 40°C em julho e agosto, por isso a primavera e o início do outono são as melhores alturas. A cidade funciona bem como base para explorar o Alentejo central: o Cromeleque dos Almendres fica a vinte minutos de carro, e Monsaraz a menos de uma hora. Se vier de Lisboa, são hora e meia pela autoestrada.