Miradouro do Varatojo
Torres Vedras
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Uma cidade, um sabor, um lugar novo. Portugal começa na sua curiosidade.
Torres Vedras
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Viana do Castelo
Viana do Castelo
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Chaves
Chaves
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Em setembro o mar do Funchal está no seu melhor, os autocarros de excursão desaparecem dos miradouros e as levadas voltam a caber num só caminhante de cada vez. É a janela que quem conhece bem a ilha guarda só para si.
Leiria não é conhecida por ciclismo, mas tem um pinhal centenário plano e sombreado para quem começa, e colinas a sério rumo a Fátima para quem já pedala há uns anos. Dois ritmos, um único concelho.
Do outro lado do Tejo, um copo de vinho ainda custa três euros e a vista sobre Lisboa é gratuita. Um roteiro por Almada para quem quer ver tudo sem pagar preços de capital.
Toda a gente conhece a Praia de São João lotada em agosto, mas a Costa da Caparica tem treze quilómetros de areal e um comboiozinho que leva quem sabe até às praias vazias de Fonte da Telha. Depois é jantar com os pés na água em Cacilhas e copos em Almada Velha.
Ericeira não é só pranchas e tostas mistas: há um pelourinho, uma igreja do século XVIII e um forte que ainda vigia o Atlântico, tudo a poucos minutos da praia onde toda a gente aprende a apanhar a primeira onda.
Antes de ser Reserva Mundial de Surf, a Ericeira era uma vila de pescadores com foral próprio e um rei em fuga. Um roteiro a pé pelo centro histórico, do Pelourinho ao Forte de Nossa Senhora da Natividade, com paragem obrigatória para conservas e vinho.
Em setembro, o Algarve troca a multidão pela luz dourada da tarde. Em Loulé, o mar ainda está a 21°C, as mesas dos restaurantes já não têm fila de duas horas e o castelo pode ser visitado sem esbarrar em ninguém.
Em Santana vende-se um palheiro de miniatura em plástico a três euros, a poucos metros dos originais em madeira e colmo que ainda estão de pé. Vale a pena saber a diferença antes de comprar.
Em Santana, na costa norte da Madeira, chove quase 1.880 mm por ano, e foi essa chuva que desenhou as famosas casas triangulares de colmo. Um roteiro a pé pela vila, da igreja ao Núcleo de Casas Típicas, com levadas e boas camas à mistura.
Em agosto, Lisboa cozinha e as filas dão a volta ao quarteirão. Em setembro, as máximas descem para uns confortáveis 26-27°C, os lisboetas voltam à escola e ao trabalho, e de repente há mesa livre na A Brasileira sem esperar. Este roteiro de três dias mostra como aproveitar essa janela, do Museu Nacional de Arte Antiga ao fado a sério do O Faia.
Procurou 'vida noturna em Fátima' e caiu aqui. A verdade: não há bares nem discotecas, mas há uma procissão de velas todas as noites que enche a explanada do Santuário melhor do que qualquer festa alguma vez conseguiria.
Toda a gente passa por Setúbal a caminho da Tróia e ignora a cidade que fica entre o Sado e a Arrábida. Do Mercado do Livramento ao Castelo de São Filipe, passando por um bar sem pretensões junto à doca, esta é a Setúbal que se anda, não a que se atravessa de carro.