Casas Botelho Elias
Pinhão
Apartamentos T1 de gestão familiar a 300 metros da estação ferroviária do Pinhão, com cozinha equipada e ar condicionado. Uma base prática e independente para fazer o vale do Douro a pé e de comboio, sem precisar de carro.
Há uma regra silenciosa no Pinhão que ninguém escreve nos folhetos: a distância até à estação dita o ritmo do seu dia. O edifício de azulejos da estação ferroviária não é só uma paragem bonita para fotografias, é o seu ponto de partida real para subir o vale na linha do Douro. O Alojamento dos Santos percebeu isto. Fica a cerca de 300 metros da estação, o que significa que pode chegar de comboio sem carro, largar a mala e estar no cais a tempo da próxima ligação a Tua ou ao Pocinho. Se já arrastou uma mala por uma encosta do Douro a 35 graus, sabe que esses 300 metros valem mais do que qualquer descrição de vista panorâmica.
A morada é simples: Pinhão, 5085 Pinhão, no concelho de Vila Real. Não procure uma fachada de hotel de cinco estrelas com porteiro de gravata. Isto é alojamento local, de gestão familiar, com Licença Turística 113125/AL passada à frente sem alarido. São apartamentos T1, cada um com a sua cozinha equipada e ar condicionado, e essa é precisamente a proposta: um sítio para morar durante uns dias, não para passar.
Vale a pena ser claro sobre o que aqui se aluga. Um T1 com cozinha equipada não é um quarto de hotel, e essa diferença é uma vantagem se souber usá-la. No Pinhão, os restaurantes fecham cedo e as opções ao jantar são limitadas, sobretudo fora da época alta. Ter um fogão, frigorífico e bancada própria significa que pode passar pelo mercado ou pela mercearia local, comprar queijo da Serra, pão e uma garrafa de tinto do Douro, e fazer uma refeição em casa sem depender da cozinha de ninguém. Para estadias de duas ou três noites, isto poupa dinheiro e nervos.
O ar condicionado não é um luxo decorativo: é necessidade. O verão no fundo do vale do Douro é dos mais quentes de Portugal, com o calor a refletir nas encostas de xisto e a assentar sobre o rio. Confirme com a casa se o aparelho aquece no inverno também, porque as noites de novembro a março descem bem.
O posicionamento é €€, ou seja, intermédio. Não espere o preço de uma quinta vínica com piscina infinita sobre o rio, mas também não é o quarto mais barato com casa de banho partilhada. Pelo que custa, está a comprar autonomia e localização, e no Pinhão a localização é meio caminho andado. Reserve diretamente pelo site oficial, alojamentodossantos.com, e confirme aí as condições, porque horários de check-in, depósito e política de cancelamento não estão publicados e variam consoante a época.
O Pinhão é pequeno, e isso é a sua melhor qualidade. Tudo se faz a pé. Da estação até ao cais do rio são poucos minutos, e a vila inteira cabe num passeio de meia hora. De comboio, apanhe a linha do Douro a partir de São Bento ou Campanhã, no Porto: a viagem leva cerca de duas horas e a última meia hora, com o comboio colado ao rio, é das mais bonitas da Europa. De carro, vem pela N222, a estrada que liga Peso da Régua ao Pinhão e que tem sido eleita várias vezes uma das mais cénicas do mundo. Há estacionamento na vila, mas no auge do verão é apertado, mais uma razão para chegar de comboio.
Depois de instalado, o resto faz-se devagar. A praia fluvial é o sítio onde os locais se refrescam quando o calor aperta, e fica perto o suficiente para ir a pé de toalha ao ombro. Para perceber a geografia vertical destas encostas e onde provar o que elas produzem, vale a pena ler o nosso guia sobre onde beber o Douro no Pinhão antes de planear os dias.
Se procura algo com mais serviço de hospitalidade tradicional, vale comparar com as Casas Botelho Elias ou o Douro Panorama Valley. Mas se o que quer é uma base prática, central e independente para explorar a vila a pé e o vale de comboio, este T1 a um passo da estação cumpre exatamente o que promete, sem floreados.