The Sun Hostel
No primeiro andar de um edifício pombalino, a metros da Praça Marquês de Pombal, The Sun Hostel é a base mais barata para explorar Vila Real de Santo António. Dormitórios e quartos privados a preço de mochileiro, com a marina e o Guadiana à porta.
The Sun Hostel: dormir barato no centro geométrico de Vila Real de Santo António
Vila Real de Santo António é uma cidade que se lê como uma planta arquitectónica. As ruas cruzam-se em ângulos rectos, as fachadas alinham-se com precisão militar, e a Praça Marquês de Pombal funciona como o coração de uma grelha urbana que o Marquês mandou construir de raiz em 1774. Se quiser perceber como Pombal desenhou esta cidade à régua e ao esquadro, o melhor é dormir dentro dela. E dormir barato, de preferência, porque o dinheiro que poupa no alojamento vai direitinho para o peixe grelhado à beira do Guadiana.
The Sun Hostel ocupa o primeiro andar de um edifício na Rua Conselheiro Frederico Ramirez nº13, a poucos metros da praça central. A morada é tão central quanto possível nesta cidade compacta. Estamos a falar de dois ou três minutos a pé até à marina, cinco minutos até à marginal do rio, e praticamente nada até ao café mais próximo para o galão da manhã.
O espaço e o que esperar
Isto não é um hotel boutique nem pretende ser. É um hostel de orçamento apertado, com camas em dormitório e quartos privados, que cumpre o que promete: uma base limpa e funcional para explorar o Sotavento algarvio sem rebentar o orçamento. O símbolo € diz tudo. Se procura robes de banho e minibar, está no sítio errado. Se procura um sítio para largar a mochila, tomar um duche e sair para a rua, está no sítio certo.
O hostel situa-se na zona histórica, rodeado pela arquitectura pombalina que define o urbanismo iluminista da cidade. As ruas em redor são calmas, planas e fáceis de percorrer a pé. Não há colinas para subir, não há becos confusos. A malha ortogonal de Pombal é, ironicamente, o melhor GPS que vai encontrar no Algarve.
Dicas práticas
Reserve com antecedência no Verão. Vila Real de Santo António pode não ter a fama de Lagos ou Albufeira, mas os viajantes que conhecem sabem que este canto do Algarve tem praias menos concorridas e preços mais honestos. Em Abril e Maio, a história é diferente: vai encontrar disponibilidade com facilidade e praias praticamente desertas como bónus.
Para contactar directamente, ligue para o +351 281 511 734 ou consulte o site oficial em thesunhostel.wordpress.com. Confirme directamente as condições de check-in e check-out, já que os horários não estão disponíveis online de forma consistente. Leve dinheiro para os pequenos comércios da zona, embora o hostel provavelmente aceite cartão. Confirme antes de chegar.
O que fazer à volta
A grande vantagem desta localização é a proximidade ao rio e à fronteira espanhola. O ferry para Ayamonte demora minutos e custa pouco. Pode almoçar tapas em Espanha e jantar sardinha grelhada em Portugal no mesmo dia, o que é uma forma perfeitamente válida de gastar um dia de férias.
A marina é o ponto de partida óbvio para passeios de barco, e a marginal do Guadiana convida a caminhadas ao fim da tarde, quando a luz dourada faz o seu trabalho sobre a água. Para uma excursão de meio dia, o miradouro de Cacela Velha é obrigatório: a vista sobre a Ria Formosa justifica os vinte minutos de carro.
A gastronomia local gira em torno do peixe e do marisco, como em todo o Sotavento. Procure os restaurantes mais pequenos nas ruas secundárias, onde o peixe do dia vem escrito num quadro e o preço não inclui a taxa de turista. O atum e as conquilhas são especialidades da zona. Peça-os sem medo.
Para quem é este hostel
Mochileiros, viajantes solo, casais com orçamento controlado, e qualquer pessoa que prefira gastar dinheiro em experiências do que em almofadas decorativas. Se está a fazer a costa algarvia de leste para oeste, ou se quer uma base para explorar o lado menos turistificado do Algarve, The Sun Hostel serve o propósito sem complicações.
Não espere luxo. Espere localização, preço justo e a possibilidade de estar no centro de uma cidade com história real, desenhada por um dos homens mais poderosos do Portugal setecentista, por menos do que pagaria por um jantar medíocre em Vilamoura.