Festa de Nossa Senhora da Guadalupe – Porto da Cruz
Evento

Festa de Nossa Senhora da Guadalupe – Porto da Cruz

· Machico

A 14 e 15 de agosto, o Porto da Cruz, no concelho de Machico, celebra a sua padroeira com uma das festas mais participadas do norte da Madeira. Há novenas, procissão solene, barracas de comida tradicional e música ao vivo até de madrugada.

A Festa de Nossa Senhora da Guadalupe é o ponto alto do calendário do Porto da Cruz, freguesia do concelho de Machico encaixada entre a Penha de Águia e o mar. Celebrada a 14 e 15 de agosto, junta emigrantes regressados de férias, madeirenses de toda a ilha e visitantes que procuram um arraial autêntico, longe dos circuitos mais turísticos do Funchal.

A vertente religiosa começa com as novenas, rezadas ao longo dos dias que antecedem a festa na Igreja de Nossa Senhora de Guadalupe. O dia 15, feriado da Assunção, é o mais solene: terço ao fim da tarde, missa campal e, por volta das 17h30, a procissão em honra da padroeira, que percorre as ruas do centro da freguesia com a imagem enfeitada, bandas filarmónicas, andores e a população em festa.

Terminada a componente litúrgica, o largo da igreja transforma-se num arraial madeirense clássico. As barracas — montadas por associações locais e pela comissão de festas — servem espetada em pau de loureiro grelhada em brasa, bolo do caco com manteiga de alho, carne de vinha-d'alhos, sandes de gaiado, milho frito, castanhas e doçaria regional, tudo regado a poncha, nikita e vinho seco. O cheiro a carvão e a louro é parte da experiência.

À noite, o palco recebe bandas de baile, grupos folclóricos e DJ, e a festa prolonga-se até de madrugada. As ruas estão engalanadas com bandeirinhas de papel e iluminações, e há normalmente fogo de artifício sobre a baía.

Como ir e o que ver: o Porto da Cruz fica a cerca de 10 km de Machico, por estrada de montanha com miradouros espetaculares — vale a pena parar no Miradouro da Portela ou no Miradouro do Guindaste. Na freguesia pode ainda visitar o Engenho do Norte, o último engenho a vapor da Madeira, onde se produz rum agrícola, e a praia de calhau rolado protegida por um paredão natural. Em dias de festa o estacionamento é muito limitado, pelo que convém chegar cedo ou usar transporte público; existem carreiras reforçadas nestas datas.

A entrada é livre e paga-se apenas o que se consome nas barracas. É uma boa oportunidade para viver uma festa madeirense genuína, onde a devoção, a comida e a música se misturam durante dois dias inteiros.

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