100 Anos do Correio do Minho | 1926-2026
A Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva assinala o centenário do histórico jornal bracarense com uma exposição patente até 14 de agosto de 2026. Cem primeiras páginas contam um século de história de Braga e do Minho. Entrada livre.
Fundado em 1926, o Correio do Minho é um dos jornais diários mais antigos de Portugal e uma referência incontornável da imprensa regional do Norte. Para assinalar o seu centenário, a Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, acolhe a exposição 100 Anos do Correio do Minho | 1926-2026, patente ao público até 14 de agosto de 2026.
O núcleo da mostra é uma seleção de cem primeiras páginas que documentam alguns dos momentos mais significativos da história do jornal e da região. Percorrer estas capas é, na prática, percorrer um século de Braga e do Minho: a Primeira República e o Estado Novo, o 25 de Abril, a entrada de Portugal na Europa comunitária, a transformação urbana da cidade, os grandes momentos desportivos e as tragédias que marcaram a comunidade.
Além das primeiras páginas, a exposição reúne documentos, fotografias e edições históricas que revelam a evolução técnica e gráfica do jornalismo impresso — do chumbo à composição digital — e o papel de um diário regional como memória coletiva de um território.
A inauguração decorreu na sala de exposições da biblioteca e foi acompanhada por uma sessão do ciclo Braga Memória, dedicada à trajetória do Correio do Minho, com a participação de responsáveis do jornal e antigos colaboradores. A mostra tem carácter itinerante e está previsto que visite outros espaços culturais da região após a passagem por Braga.
Para quem visita a cidade, a exposição é também um bom pretexto para conhecer a própria Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Instalada num antigo colégio jesuíta no centro histórico, na Rua de São Paulo, é um dos polos culturais mais activos de Braga, com uma programação regular de exposições, conferências, apresentações de livros e actividades para famílias. O edifício, com o seu claustro e áreas de leitura luminosas, vale por si só a visita — e oferece um refúgio fresco e tranquilo nas tardes quentes de agosto.
Informações práticas: a entrada é gratuita. A biblioteca fica a poucos minutos a pé da Sé de Braga, do Largo do Paço e da Avenida Central, integrando-se facilmente num roteiro pelo centro histórico. Recomenda-se a confirmação prévia do horário de verão junto da biblioteca.