Igreja da Misericórdia de Moncorvo
Torre de Moncorvo
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Uma cidade, um sabor, um lugar novo. Portugal começa na sua curiosidade.
Torre de Moncorvo
Torre de Moncorvo
Câmara de Lobos
Tavira
Tavira
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Angra do Heroísmo
Angra do Heroísmo
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Vinhais
Ericeira
Ericeira
Amarante não se despacha em uma hora entre paragens. É uma cidade rio, com doces conventuais ainda mornos ao balcão e uma ponte que separa turistas apressados de quem realmente entende o lugar. Este é o itinerário para os segundos.
Quando o Tâmega sobe e a ponte de São Gonçalo esvazia, Amarante troca o rio pelos doces conventuais, um museu que ninguém espera e uns copos com calma até a chuva parar.
Em Amarante, um café e um doce conventual custam o preço de um café em Lisboa, e a ponte mais bonita da cidade não tem bilhete de entrada. Este guia mostra como comer bem, beber sem exagerar e ainda apanhar o rio, gastando muito menos do que se imagina.
Amarante tem exatamente um museu que interessa, escondido dentro de um convento dominicano do século XVI ao lado da ponte. O resto do teu tempo aqui vale mais gasto numa esplanada junto ao rio ou em cima de uma bicicleta.
Em agosto, o rio em Ponte de Lima parece uma piscina pública lotada. Em setembro, com as crianças de volta à escola, a água ainda a 20 graus e a costa a meia hora de distância, a vila devolve-se a quem sabe esperar.
Porto Covo cabe inteira num dia de caminhada: do Largo Marquês de Pombal à Praia Grande, do cais de pescadores ao início do Trilho dos Pescadores com vista para a Ilha do Pessegueiro. Um roteiro a pé sem pressa, sem carro e sem GPS.
Guimarães prova que uma cidade Património Mundial não precisa de custar caro: castelo, Cidadela e centro histórico são grátis, e um dia inteiro cabe em menos de 25 euros. Eis onde poupar e onde vale a pena gastar.
Em setembro, o calor abranda e as multidões de agosto desaparecem, mas a água ainda corre com força nas levadas do Funchal. É o mês em que o Caldeirão Verde compensa o esforço sem filas no túnel.
Quando chove em Tavira, a cidade não pára: só muda de sítio. Entre igrejas centenárias, um mercado coberto junto ao rio e uma adega onde se prova vinho recuperado do esquecimento, há mais para fazer do que a previsão do tempo sugere.
Enquanto o Algarve continua lotado em setembro, Bragança vive um dos seus melhores meses: noites frescas em Montesinho, posta mirandesa sem fila e uma cidade inteira só para quem chegou cedo.
Em Seia, a pergunta que todos fazem no posto de turismo é sempre a mesma: a que horas começar o trilho? A resposta muda com a estação, mas nunca é depois do meio-dia.
Enquanto todos seguem para Fátima ou Óbidos, Santarém fica ali ao lado com a maior concentração de igrejas góticas do país e uma varanda sobre o Tejo que quase ninguém visita. Um fim de semana inteiro na cidade, entre pastelarias rivais, uma caminhada de meditação numa quinta e um almoço sem nenhum turista à mesa ao lado.