Ilha das Aves
Visitar

Ilha das Aves

Um jardim privado em Campanário com mais de 300 aves de 40 espécies e lagos de carpas espalhados por 7.000 metros quadrados. Perto de Ribeira Brava, é fácil de combinar com um almoço no centro histórico.

Um jardim de aves entre Ribeira Brava e Campanário

A Ilha das Aves fica na Estrada da Lapa, em Campanário, freguesia de Ribeira Brava, a poucos minutos de carro do centro da vila. Não é um zoo no sentido tradicional, é mais um jardim privado que cresceu ao longo dos anos até chegar às mais de 300 aves de 40 espécies diferentes, espalhadas por mais de 7.000 metros quadrados de terreno. Quem vem de carro sobe pela estrada que liga a costa ao interior, com vista para o mar lá em baixo, e estaciona junto à entrada. Não há transporte público direto até à porta, por isso carro alugado ou táxi são as opções mais realistas.

O preço enquadra-se na faixa €€, o que para uma manhã ou tarde inteira a percorrer os recintos é justo, mas vale a pena confirmar diretamente o valor exato e os horários de funcionamento antes de ir, porque não há informação consolidada sobre isso e a página oficial (ilhadasaves.com) é a fonte mais segura. O contacto telefónico, +351 935 380 893, também ajuda a confirmar se há eventos especiais ou fecho por manutenção no dia da visita.

O que esperar dentro

O espaço está desenhado como um jardim tropical, com percursos entre vegetação densa e viveiros que tentam recriar o habitat natural de cada espécie. Há papagaios de cores impossíveis, araras, faisões, e uma coleção de aves aquáticas que se cruzam com os lagos artificiais de carpas espalhados pelo terreno, os famosos carpas koi que dão um contraponto de água parada ao movimento constante das aves. É um daqueles sítios onde se anda devagar, não porque seja grande ao ponto de cansar, mas porque cada recinto convida a parar e observar.

Para famílias com crianças pequenas é um programa fácil: caminhos largos, sombra suficiente para o calor madeirense, e o interesse genuíno que as crianças têm por bicos coloridos e sons estranhos costuma render pelo menos uma hora de atenção total. Para quem gosta de fotografia de natureza, é também uma oportunidade rara de fotografar espécies exóticas sem grande equipamento, já que muitas aves estão a curta distância dos visitantes.

Dicas práticas

  • Leve chapéu e água, o percurso é ao ar livre e sem grande sombra em alguns troços.
  • Confirme horário e disponibilidade por telefone antes de se deslocar, sobretudo fora da época alta.
  • Não há indicação de reserva obrigatória, mas em grupos grandes vale a pena avisar antecipadamente.
  • O calçado deve ser confortável, o terreno tem zonas de terra batida e piso irregular junto aos lagos.

Combine com o resto de Ribeira Brava

Depois da Ilha das Aves, a maioria dos visitantes desce até ao centro histórico de Ribeira Brava, onde vale a pena espreitar a Igreja Matriz de São Bento, um dos edifícios religiosos mais antigos da ilha. Para almoçar depois da visita, o percurso mais lógico é seguir para o mercado local, onde a espetada e o bolo do caco continuam a mandar, ou reservar mesa no Restaurant & Grill Muralha Terrace, junto à orla marítima.

Se o dia render para mais do que um passeio de aves, o guia Ribeira Brava Para Além da Praia junta as bananeiras da zona e outros pontos que fogem do óbvio da praia. E para quem quer comer como quem vive ali, não como turista, o texto sobre onde comem os locais, sem filtro poupa tempo e más escolhas.

Vale a visita?

Sim, especialmente se viajar com crianças ou se gostar de observar aves de perto sem ter de ir a um parque nacional. Não é um destino que justifique por si só uma viagem a Ribeira Brava, mas encaixa bem num dia dedicado à zona, entre o centro histórico, a costa e um almoço decente. O detalhe que fica na memória não é a quantidade de aves, é a forma como o jardim foi crescendo ao longo de décadas até se tornar isto, um recanto privado que qualquer visitante pode atravessar em uma ou duas horas tranquilas.