Quinta das Aveleiras
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Quinta das Aveleiras

Uma quinta a sério com 50 hectares na Serra do Reboredo: vinha, olival, amendoal, três casas de pedra recuperadas, piscina e campo de ténis, a poucos minutos do centro histórico de Torre de Moncorvo.

Torre de Moncorvo não é sítio onde se passa por acaso. É preciso querer lá ir. E se vai, a Quinta das Aveleiras é motivo suficiente para justificar a viagem. Fica na Av. dos Combatentes da Grande Guerra, S/N, numa encosta da Serra do Reboredo, com 50 hectares de terreno que incluem vinha, olival e amendoal, três casas rurais recuperadas, piscina exterior e campo de ténis. Isto não é um hotel de cadeia com vista para o Douro. É uma quinta a sério, que continua a produzir azeite e vinho, e que abre as portas a quem quer dormir lá.

O que torna este lugar diferente

A diferença está na escala. Cinquenta hectares dão espaço para caminhar sem cruzar ninguém, para os miúdos correrem sem perigo de estrada, para sentar numa varanda de pedra e não ouvir nada além dos pássaros e, talvez, o som distante de um trator. As três casas rurais foram recuperadas mantendo a traça da região: pedra à vista, telhados de xisto, interiores que não fingem ser modernos nem se agarram a um rústico de postal. Servem para famílias, grupos de amigos ou casais que querem um fim de semana sem telemóvel a tocar.

A piscina exterior é um ponto a favor sério no verão transmontano, que aquece a sério em julho e agosto. O campo de ténis é um extra pouco comum numa propriedade rural desta região: a maioria dos alojamentos rurais do Douro não tem nada parecido. Se joga, leve a raquete.

Vinha, olival, amendoal: o que realmente se vê

Não é decoração. A quinta produz azeite e tem vinha própria, o que significa que em certas alturas do ano vê-se trabalho a sério nos campos: a apanha da azeitona em novembro, a poda da vinha no inverno, a floração das amendoeiras em fevereiro e março. Quem visitar nessa altura deve também espreitar o roteiro que fizemos sobre as amendoeiras em flor e o roteiro de primavera em Torre de Moncorvo, porque a paisagem à volta da quinta faz parte do mesmo espetáculo. Já em maio e junho, os jardins e parques da vila ganham outra cor, descrita no nosso guia sobre Torre de Moncorvo em flor.

Como chegar

A quinta situa-se na própria Av. dos Combatentes da Grande Guerra, em Torre de Moncorvo, o que facilita a vida: não é preciso enfrentar estradas de terra batida para chegar, ao contrário de muitas quintas escondidas no Douro. De carro, que é praticamente a única forma sensata de chegar, Torre de Moncorvo fica a cerca de duas horas do Porto e pouco mais de três horas de Lisboa, pela A4 e depois pela IP2 ou EN220, dependendo do ponto de partida. Não há transporte público direto até à quinta, por isso quem não tiver carro deve planear um táxi desde a estação mais próxima ou combinar transporte diretamente com a propriedade.

Vale a pena reservar meio dia para a vila antes ou depois da estadia. A Basílica Menor de Nossa Senhora da Assunção é a peça central do centro histórico, e a alguns minutos a pé fica a Igreja da Misericórdia, com o seu interior barroco. Para quem gosta de perceber a história industrial e mineira da região, o Museu do Ferro e da Região de Moncorvo explica porque é que esta terra foi, durante décadas, associada à extração de minério de ferro.

Preço, contactos e o que perguntar antes de reservar

A faixa de preço é média (€€), o que para uma casa rural com piscina, campo de ténis e 50 hectares à volta é um valor justo, mas confirme diretamente os valores por casa e por época, porque variam consoante a estação e a ocupação. Não há horário de funcionamento público disponível, o que é normal tratando-se de um alojamento e não de um espaço com visitas ao público: o check-in e check-out devem ser combinados por telefone ou através do site oficial.

  • Telefone: +351 919 481 829
  • Site oficial: quintadasaveleiras.pt
  • Reserva antecipada recomendada, especialmente para os meses de verão e para o período da floração das amendoeiras, quando a procura na região sobe

Não há indicação de que a quinta aceite apenas dinheiro, mas confirme o método de pagamento no momento da reserva, sobretudo se planeia pagar no local. Não há também informação sobre código de vestuário, o que faz sentido: isto é uma casa de campo, não um resort. Leve roupa confortável, calçado para caminhar pela propriedade e, se for na época certa, fato de banho para a piscina.

Para quem é, e para quem não é

A Quinta das Aveleiras funciona bem para quem quer uma base tranquila para explorar o Douro Superior e a região de Trás-os-Montes sem ficar dentro da cidade do Porto ou de Vila Real. Funciona menos bem para quem procura vida noturna ou restaurantes a cada esquina: Torre de Moncorvo é uma vila pequena, e a experiência aqui é sobre espaço, silêncio e paisagem, não sobre agitação. Se calhar a sua visita coincidir com as festas locais, vale a pena consultar as datas das Festas da Vila e do Concelho de Torre de Moncorvo 2026, que trazem música, comida de rua e movimento a uma terra que normalmente vive ao ritmo das estações agrícolas.

Quem vier em junho, aliás, devia ler primeiro o nosso argumento sobre porque é que Torre de Moncorvo em junho vale mais a pena do que o Algarve: menos gente, mais espaço, e uma quinta como esta à espera no fim do dia.