Elvas em Maio: Fado, Muralhas e Silêncio Alentejano
Elvas tem as maiores muralhas abaluartadas do mundo, fado numa antiga escola e ameixas cristalizadas com DOP. Em Maio, com 24 graus e sem multidões, é o Alentejo no seu melhor.
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Elvas tem as maiores muralhas abaluartadas do mundo, fado numa antiga escola e ameixas cristalizadas com DOP. Em Maio, com 24 graus e sem multidões, é o Alentejo no seu melhor.
Construída em menos de dois anos por ordem do Marquês de Pombal, Vila Real de Santo António é a única cidade do Algarve desenhada numa grelha ortogonal perfeita. A Praça Marquês de Pombal, com o seu obelisco de 1776 e calçada a preto e branco, é o ponto de partida para percorrer um plano urbanístico do Iluminismo que ainda se lê nas ruas.
Uma das 50 melhores pizzarias da Europa está numa rua de Aljezur, o peixe grelhado no Pont'a Pé raramente passa dos 18 euros, e o mercado municipal ainda abre às 8h com batata-doce da Várzea. Na Costa Vicentina, come-se bem sem precisar de hipoteca.
A maioria dos visitantes passa meia hora em Belmonte: castelo, placa de Cabral, café. Mas abaixo das muralhas esconde-se a última comunidade cripto-judaica da Europa, uma torre romana que ninguém consegue explicar, e cinco museus por oito euros que quase ninguém conhece.
Belmonte não tem mar nem ondas, mas o Rio Zêzere compensa com água fria de montanha e margens sem multidões. Um guia honesto sobre o que a água da serra realmente oferece.
Durante cinco séculos, uma comunidade judaica sobreviveu em segredo em Belmonte, convencida de que era a última do mundo. A maioria dos visitantes passa pela vila em meia hora. Se ficar, encontra uma das histórias mais extraordinárias do interior de Portugal.
No mercado de Belmonte, o queijo ainda vem embrulhado em pano, a alheira carrega 500 anos de história judaica, e ninguém lhe tenta vender uma experiência. Um guia honesto sobre o que vale a pena comprar, provar e ignorar nesta vila da Serra da Estrela.
Na Rua Pedro Álvares Cabral, a artéria principal de Belmonte, duas pastelarias disputam a atenção da vila inteira. Na Monumental, a bifana com imperial custa menos de cinco euros e é o pequeno-almoço de metade da população. Na Hotspace, o bolo de canela é a estrela discreta de uma vitrina sem pretensões.
Toda a gente conhece Valença pelas toalhas e lençóis. Poucos sobem às muralhas ou cruzam a ponte para Tui. Este guia cobre as compras que valem a pena, os restaurantes fora do circuito turístico e o que fazer quando larga os sacos.
De hotéis no centro histórico a turismo rural em mirandês, Miranda do Douro tem alojamentos para cada tipo de viajante. Quatro opções reais, com preços acessíveis e zero pretensões, numa das últimas cidades portuguesas que o turismo de massas ainda não encontrou.
Miranda do Douro não tem discotecas nem bares de cocktails. Tem Pauliteiros, aguardente de mel, e festas de aldeia que duram até às quatro da manhã. Para quem sabe procurar, é mais do que suficiente.
Miranda do Douro está no fim da estrada, suspensa sobre um canyon vertiginoso, com uma língua própria e a melhor carne de vaca do país. Este roteiro de 24 horas cobre a Sé da Cartolinha, os Pauliteiros, a posta mirandesa e o cruzeiro no Douro Internacional.